Senhor Presidente do Conselho,
Senhores Governadores,
Senhor Presidente do FIDA,
Caros colegas,
Minhas Senhoras, Meus Senhores,
Honra-me em nome da delegação que me acompanha e em meu nome pessoal, exprimir, a nossa satisfação pelo convite formulado para a participação de Angola nesta Sessão do Conselho de Governadores do FIDA.
Senhor Presidente,
Ilustres Delegados,
Desde o alcance da paz em 2002 o Governo de angola tem vindo a tomar um conjunto de medidas Macro-económicas e adequação de políticas no sentido de contribuir para o relançamento da economía nacional, diminuição da inflação estabilidade do mercado cambial e subsequente melhoria do bem estar social da população, com ênfase no meio rural.
O Governo está a criar as premissas técnicas e infra estraturais, consubstanciadas na reabilitação e construção de estradas e pontes, reactivação e estabelecimento de pequenos, médios e grandes esquemas de irrigação, na organização do comércio e dos transportes, para impulsionar o investimento privado em todo território nacional.
Consideramos estas condições indispensáveis para a criação de um ambiente favorável ao aumento da superficie cultivada, facilitar o escoamento de produtos do campo para os centros de consumo, o ressurgimento da industria transformadora e a promoção do valor acrescentado dos produtos agrários.
Senhor Presidente,
Durante o ano findo (2007) Angola dedicou uma especial atenção na realização de acções enquadradas no Programa Bienal do Governo 2007/2008, no qual se inserem as principais acções de combate à fome e pobreza, tendo em vista o alcance das metas do Milénio.
As acções foram desenvolvidas com base em programas o projectos dos quais gostaríamos de destacar os seguintes no que respeita ao do Sector agrícola:
Em todos estes programas e projectos conseguimos alcançar em 2007 resultados favoraveis que queremos ver consolidados e ampliados em 2008.
No que concerne a produção agro-pecuária e florestal, não obstante ter havido aumento em algunos produtos, como raízes e tubérculos, cereais e leguminosas, ainda estamos longe de atingir as metas preconizadas, por forma a sermos auto-suficientes e proporcionar aos Angolanos uma vida melhor.
Contudo, constatamos com agrado, que os esforços realizados conjuntamente pelo Governo e os produtores, quer a nível familiar, como empresarial, no sentido de satisfazer parte das nossas necessidades em alimentação, recorrendo, fundamentalmente a produção interna, têm sido gradualmente alcançados com reflexos favoráveis na nossa balança comercial.
Em 2008 continuaremos a trabalhar para aumentar e molhorar as capacidades de assistência técnica aos camponeses e criadores, proporcionando-lhes, conselhos técnicos, insumos agrícolas e melhores condições de comercialização dos seus produtos.
Não obstante as melhorias registadas nos últimos anos, focos de insegurança alimentar persistem nalgumas regiões, principalmente no Planalto Central, e que indicam a necessidade urgente de se levarem a cabo Programas Integrados de Desenvolvimento Rural para as populações vulneráveis. O Projecto aprovado recentemente pelo Conselho da Administração do FIDA de Agricultura Familiar orientada para o Mercado às Províncias do Bié, Malange e Huambo, constituirá seguramente um contributo para o alcance desses objectivos.
Continuamos a registar uma falta considerável de quadros, principalmente, nas áreas de Veterinária, Florestal, Hidráulica e mecanização Agrícola, para atendermos as necessidades dos órgãos públicos e a procura do sector privado. Para este efeito o apoio do FIDA poderia ser de grande utilidade, como aliás vem mencionado no COSOP de Angola já aprovado pelo Conselho de Administração.
Angola beneficiou no passado de dois projectos que acabam de terminar. Gostariamos, Senhor Presidente, de aumentar este numero com novos projectos quer de apoio ao Sector agrícola como ao Sector pesqueiro dada a abundancia dos recursos ao longo da costa e nas aguas interiores e pelo contributo que podem dar para asegurança alimentar do país.
Senhor Presidente,
Relativamente a 7ª Reconstituição dos Recursos do FIDA, a nossa contribuição está a ser tratada ao nível dos órgãos do Ministério das Finanças que num momento oportuno informarão a direcção do FIDA e procederão ao respectivo pagamento.
Quanto à 8ª Reconstituição, auguramos que as negociações agora começam constituam um exito com o aumento dos fundos da organização tão necessários para a melhoria das condições de vida das populações rurais mais pobres.
Encorajamos o FIDA a proseguir com a política de novas parcerias e esperamos que os trabalhos em curso com o Banco Africano de Desenvolvimento venha a permitir a multiplicação de financiamento para um continente que se defronta com inúmeros problemas como a falta de infraestruturas rurais, mecanização, e estruturas de conservação dos produtos agrícolas.
Mereçe nosso aplauso a iniciativa da Direcção do FIDA de aproveitar a presença no Conselho de Governadores de vários Ministros e outros altos responsáveis dos países membros para analizar os problemas principais que preocupam o mundo e podem ter uma influència negativa sobre as populações rurais mais pobres. As alterações climatericas, o recurso as bio-energias e a alta significativa dos preços dos cereais são temas actuais que merecem a nossa reflexão e a tomada de medidas de precaução a nível global.
Aproveitamos ainda esta oportunidade para informar a esta augusta assembleia que Angola passou a ser Membro da Organização dos Países produtores do Petróleo – OPEP – e consequentemente pensamos estar criadas as condições para regularizarmos a nossa situação junto das respectivas listas do FIDA.
Não queria terminar sem saudar as BAHAMAS pela sua adesão a nossa organizaçao e felicitar o FIDA pelo seu 30º aniversário e por todo o trabalho desenvolvido.
Muito obrigado.