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  International Fund for Agricultural Development
Invest News
17 November 2004

Washington, 17 de Novembro de 2004 - Os países em desenvolvimento ampliaram suas reservas estrangeiras em 80% nos últimos quatro anos, tornando-se grandes provedores de financiamento nos mercados de capital internacionais, informou o Banco Mundial (Bird). Brasil, China, Índia, México, Tailândia e Turquia são reponsáveis por 45% de todas as reservas mantidas por países em desenvolvimento, segundo o relatório do Banco Mundial lançado ontem. O acúmulo de reservas, com freqüência mantidas em dólares americanos, está ajudando a financiar a alta recorde dos déficits orçamentários e de conta corrente dos Estados Unidos.

''Os bancos centrais desses países tornaram-se uma das mais importantes fontes de financiamento para o vasto déficit de conta corrente dos EUA, absorvendo 51% do incremento global em reservas estrangeiras oficialmente mantidos em notas do Tesouro entre março de 2000 e janeiro de 2003, informou o Banco Mundial. As compras, que capacitaram os países a ampliarem suas reservas estrangeiras, também aumentaram a exposição dos países ao dólar americano, que caiu este ano diante do euro, informou o banco multilateral de crédito. ''Se esses países decidirem reequilibrar suas carteiras de reservas diminuindo o ritmo pelo qual acumulam reservas denominadas em dólares, ou as pressões para baixo sobre o dólar serão acentuadas ou as taxas de juros terão de subir de forma a atrair fluxos suficientes de capital privado'', afirmou o relatório do Bird.

Pobres

Cerca de 90 por cento dos trabalhadores pobres no setor informal – ou mais de 1 bilhão de pessoas – não têm acesso a serviços bancários básicos que ajudariam a melhorar suas condições de vida, afirmou ontem a Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Ifad, um órgão da ONU), o acesso a serviços como crédito, poupança, seguro e transferências de dinheiro poderia tirar milhões de pessoas da pobreza. Gary Howe, executivo do Ifad, disse à Reuters que alguns países da Ásia, como a Índia e a China, haviam avançado bastante rumo à solução do problema. No entanto, na África, esses esforços são prejudicados por uma expansão tímida da economia e pela incapacidade de transferir esses serviços de entidades estatais para o setor privado.

 


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